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Planos de pensões vs. investimento imobiliário: o que é melhor?

Nunca é demasiado cedo para começar a planear o futuro. Investir bem é fundamental e existem muitas alternativas a manter o dinheiro no banco. Neste artigo apresentamos-lhe duas formas de rentabilizar as suas poupanças com um nível de risco moderado: os planos de pensões e o investimento em imóveis.

Apesar de existirem diferenças muito notórias, muitas vezes a compra de imóveis – em particular, de habitação – e a poupança-previdência partilham um objetivo: gerar uma almofada que permita enfrentar o futuro a médio e longo prazo com maior confiança. No caso dos planos de pensões privados, esta ligação é obrigatória: o dinheiro só pode ser levantado em algumas situações previstas, como veremos.

A compra de uma segunda habitação obedece a razões mais variadas. Sem ir mais longe, a experiência dos confinamentos revalorizou o tempo que passamos em casa e a importância de ter um lugar verdadeiramente confortável. E destacou o papel da habitação como investimento: para 44%, a compra de uma segunda residência é um investimento a longo prazo, segundo um relatório do portal especializado Fotocasa.

Então, o que escolher? Abaixo explicamos as vantagens e desvantagens de cada caso.

Embora existam muitos tipos de planos de pensões, tradicionalmente a rentabilidade a médio e longo prazo é modesta: 3% a 25 anos e 2,2% a 15, de acordo com a associação de gestores de fundos de investimento (Inverco). A habitação apresentava, no terceiro trimestre de 2021, um retorno de 6,5%, 2,2 pontos acima da alcançada em 2011. No ano passado, a rentabilidade chegou a 6,8%, a cota mais alta da última década. No caso da Urbanitae, que seleciona cuidadosamente cada projeto, os rácios podem ser bastante superiores: a plataforma já devolveu projetos com rentabilidades de 15% e 20%, e até superiores.

Quando falamos de investimento, falamos de risco. Os planos de pensões também são uma forma de investimento: o dinheiro dos planos privados é gerido por fundos de pensões, que decidem como e onde o investir. Portanto, os ganhos não estão garantidos, embora os planos contem com alguma proteção: por lei, um fundo de pensões não pode entrar em insolvência e os planos são impenhoráveis até que ocorra o resgate... ou antes, se se tratar de contribuições com menos de 10 anos.

O investimento imobiliário também não está isento de risco, mas a habitação é geralmente considerada um valor de refúgio, por várias razões. É um ativo desligado dos mercados financeiros e, tratando-se de um bem básico, a procura de habitação costuma resistir bem durante as crises. A incerteza que continua associada à pandemia e à elevada inflação fizeram com que muitos investidores optassem igualmente pelo setor imobiliário.

Embora os prazos sejam mais longos do que noutras áreas de investimento, o imobiliário tem vantagens evidentes em relação aos planos de pensões. Nestes últimos, só é possível levantar ou resgatar o dinheiro nas contingências previstas (reforma, falecimento, invalidez, dependência) ou dez anos após a realização da contribuição.

Além disso, é preciso ter cuidado no momento de resgatá-los. Os planos de pensões permitem deduzir no IRS (ou IRPF em Espanha), sendo considerados um diferimento do referido imposto: por isso, levantar os fundos de uma só vez pode originar a aplicação da taxa máxima de IRPF, 47%. Os lucros dos investimentos ordinários são considerados rendimentos de capital: os ganhos são tributados com taxas que variam entre 19 e 26%.

Em suma, o investimento imobiliário através de fórmulas como a da Urbanitae oferece hoje grandes oportunidades para investir de forma diversificada, com rentabilidades superiores às de outras alternativas e um risco controlado.
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